sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Violência

Quero reservar essas linhas para falar da violência em nossas cidades. Separo como exemplo um crime de roubo de automóvel que aconteceu no Rio de Janeiro, onde um menino de 6 anos morreu por ocasião de ter sido arrastado por mais de 6 kilômetros preso ao cinto de segurança do automóvel.
O Crime comoveu o Rio de Janeiro e trouxe à tona as mais variadas emoções contra os assaltantes, revoltas contra a violência, etc. Mas... Quantos roubos existem em nossa cidade? Não estou tirando o foco da gravidade desse crime, mas quero dizer que qualquer tipo de violência, assim que se inicia, perde-se o controle.
Enquanto nós ficarmos sempre preocupados com os 'crimes hediondos', e lamentarmos dizendo que os bandidos são irrecuperáveis, são monstros e atuarmos como estátuas falantes revoltadas, absolutamente nada vai mudar. Todo crime hediondo começa com um pequeno roubo, com uma bebida em excesso, com um cigarro de maconha, com uma pedra de crack, com uma pessoa mal preparada para viver em sociedade.
A violência não é exclusividade dos dias atuais, e está impregnada na sociedade brasileira desde a colônia, passando pelo império, pela escravidão, pela ditadura. Além de nos preocuparmos com os crimes hediondos que chocam o país, deveríamos nos preocupar com os vários pequenos atos de violência e tentar entender o porquê eles acontecem. Deveria ser nossa preocupação entender o que leva aos jovens e até às crianças consumirem drogas, ou o que falta para que eles possam ter uma alternativa, uma perspectiva.
Sem essa preocupação verdadeira e a ação efetiva, sempre vamos viver chocados com os resultados da nossa própria falta de força de vontade de pensar e agir para alcançarmos uma país melhor.

domingo, 29 de outubro de 2006

Eleições 2006

Já acabou a eleição. Lula foi reeleito. Eu não quero comentar o resultado da eleição para não parecer partidário de um ou de outro. Apenas quero ressaltar o seguinte: Agora o LULA é o presidente! Atenção oposição: Trabalhe para o Brasil, e não contra o LULA ou COntra o PT. Atenção LULA e PT: Estamos vigiando vocês!

O único comentário que eu gostaria de fazer, é que o resultado da eleição é a vontade do povo. Quando vejo pessoas pedindo um voto consciente, acredito que tenho um certo medo. Porque existem pessoas, que dizem: Vote certo! Vote Consciente: Vote fulano de tal!
Eu não acredito nisso. Acredito, que os conscientizadores deveriam, ao invés de apontar esse ou aquele candidato, oposição ou situação, esclarecer a pessoa sobre a importância do voto no candidato que ela conhece e que ela confia, e mais que isso, procurar acompanhar o trabalho dele, não com paixão ou veneração, mas percebendo tudo o que ele faz se é ou não benéfico ao país, Estado ou cidade.

Acredito, que o Brasil está se preparando para uma grande mudança. Digo isso, que ao meu ver essa foi uma eleição onde todos perderam. O PSDB fez uma campanha baseada nos erros do PT e perdeu. O PT, perdeu aquele status de 'religião, lenda' e voltou à vida real.
Vamos ver o que vem pela frente! :D

domingo, 3 de setembro de 2006

Tempo de Propaganda Política

Estamos próximos à Eleição. Para não parecer partidário, vou deixar de postar durante esse tempo.

Palavra de Vida - Setembro de 2006

"Sede praticantes da Palavra, e não meros ouvintes"


Texto: Em breve
Audio: http://www.heldercarvalho.com.br/pods/pv_set.mp3

sexta-feira, 14 de abril de 2006

"Eu prefiro ser... essa metamorfose ambulante"

Hoje eu gostaria de comentar sobre um assunto interessante. Não é nenhum questionamento sobre a obra de Raul Seixas, seu estilo musical ou coisa parecida. Eu quero refletir com vocês sobre o "EU PREFIRO SER".
Nos acostumamos a ouvir "eu quero, eu prefiro, eu sou adepto, eu tenho afinidade com isso ou aquilo", mas nem sempre essas frases tem um valor verdadeiro. Quantos jovens você já viu com camisetas como fotos e estampas de Che Guevara? Será que essas pessoas sabem sobre as idéias de Che Guevara? Concordam com elas? Se concordam, porque compram camisetas de Grife com a marca Che Guevara?
Eu prefiro ser, essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Alguns anos atrás, esse refrão era sinônimo de uma certa Liberdade de opinião em relação à tradições, ou as idéias dos pais, avós, etc. Muitas pessoas cantavam, mas... não faziam a mínima idéia da opinião que tinham.
A compreensão e o questionamento é a base para você poder formar sua opinião. Para você dizer se concorda ou não com as idéias de Che Guevara, o primeiro ponto é compreender essas idéias e depois questioná-las. Não basta refletir sozinho! É preciso questionar e discutir. Somente assim você formará a sua opinião. Seja a metamorfose ambulante! Estude os assuntos, questione os assuntos com pessoas de pensamentos diferentes, e tire suas conclusões.
Questionar, não significa discordar. Eu posso questionar para ter absoluta certeza e consciência daquilo que defendo. As velhas opiniões formadas, devem ser questionadas, para provarem seu real valor, ou para serem modificadas.
Por essa falta de questionamentos, essa inação real, e essa rebeldia infame e sem sentido que somente diz fazer as coisas de forma diferente, ainda somos os mesmos e vivemos.. como nossos pais.

quinta-feira, 16 de março de 2006

A grande estátua protetora da criminalidade

Após o fim da ditadura militar, a violência civil cresce anualmente. Nos dias atuais acompanhamos com freqüência tiroteios em favelas, roubos a condomínios de luxo, assassinatos e tráfico de drogas. Em grande parte, a ganância e o egoísmo do homem permite a manutenção da insegurança.
Podemos caracterizar essa ganância, por um lado onde temos pessoas providas de riqueza e poder, que se preocupam com a violência apenas ao seu próprio redor; contratam seguranças particulares, compram carros blindados e alarmes entre outros equipamentos para a residência ficar protegida. Por outro lado, encontramos traficantes que dominam bairros, morros e favelas, oferecendo às pessoas que ali vivem, condições melhores que as oferecidas pelo governo que inclusive são previstas pela constituição federal. Como esses dois lados sobrevivem?
A população nada faz em relação aos governantes e poderosos e não denunciam os criminosos, parte por "estar "dependente de governantes ou criminosos, parte por temer a vingança dos criminosos, parte por descrença na polícia e parte por pura falta de espírito de mudança, o tão conhecido conformismo.
A polícia é vencida pela falta de investimento da administração pública ao mesmo tempo em que é vencida pelo grande "investimento" dos criminosos, leia-se propina.
Somos a grande estátua que protege a criminalidade quando nos conformamos à inadequada e morosa ação dos governantes quanto aos investimentos sociais focados na educação, emprego, moradia, lazer que devolveriam às pessoas a esperança e a credibilidade no trabalho, na escola, nas instituições do Estado, no futuro e nelas mesmas.
Somos a grande estátua que serve de escudo à criminalidade quando nos conformamos em ficar presos em nossas casas, em nosso mundo, em nosso egoísmo e em nossa comodidade, inertes e despreocupados com a liberdade daqueles que nos forçam a ser cada vez mais... estátuas.

quinta-feira, 2 de março de 2006

Rivalidades, racismo

Nunca pensei em estudar psicologia, mas confesso, que tenho um interesse de saber o que passa na cabeça de algumas pessoas... A disseminação de comunidades racistas no orkut é algo que me assusta. Nem quero discutir a questão do racismo ser crime. Acredito, que além de crime, o racismo é imoral. Talvez, a motivação desses jovens, não seja racista, propriamente dita. Encontraram no racismo uma maneira de construir uma imagem de superioridade da qual não "estão" capazes de conquistar por meios físicos ou intelectuais. Vou dar um exemplo: Ravalidade entre escolas, pode começar como uma simples brincadeira, mas ter um objetivo final de provar que a Escola X é melhor que a Y, e assim, todos os alunos da X são melhores do que os da Y. Essa rivalidade, está sempre em busca de diferenças, para separar os X dos Y. Encontram no racismo umas dessas diferenças, e acabam acreditando na própria idéia, transformando-a numa ideologia. Comunidades nazistas reforçam bem isso. Eu desafio, qualquer "crente" em ideologias racistas a provarem suas teorias. Vamos verificar a dignidade, a inteligência, a capacidade de realiação, seja no esporte (física) quanto intelectual, de pessoas de grupos diferentes, porém com as mesmas condições de ensino, nutrição, etc. A liberdade está em ser o que voce é, e não ser o que você diz que é! Gostaria de explicar melhor o termo "não estão capazes", que citei acima. Digo isso, porque não duvido da capacidade física ou intelectual dessas pessoas. Mas para chegar próximo à perfeição, existe um preço (estudo, treinos, exercícios). Essas pessoas querem o reconhecimento (de serem superiores) sem pagarem o preço. Estão cegos pela de que os outros são inferiores, por motivos que não podem ao menos explicar. A competição e a rivalidade podem e devem ser sadias. Mas para isso é necessário que as pessoas sejam livres, para desenvolverem suas idéias, e defendê-las com argumentos sólidos, que baseados no mesmo princípio de LIBERDADE e que lhes permitiram ser livres. A Liberdade, Igualdade, Dignidade, a Segurança e a Vida são direitos de todos. Que todas as pessoas que violarem, ou promoverem a violação desses direitos, estejam cientes que são criminosos perante a lei, imorais ou doentes perante a sociedade, tiranos, algozes e malfeitores perante aos por ele excluídos. Que cada um faça o seu próprio julgamento.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

PT X PSDB X Nacionalistas X Liberalistas X Comunistas X Integralistas

" Não se deixe envenenar por disputas ideológicas ou partidárias. Antes, use seu entusiasmo, raciocínio e inteligência em beneficio do seu povo"
Helder Carvalho, 21/02/2006

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Trote Universitário

Essa época do ano é sempre um problema, porque o que deveria ser motivo de alegria, muitas vezes se torna um trauma. Um termina com graves queimaduras na cabeça, o outro leva pontapés, o outro morre na piscina, e outros sofrem as mais bizarras humilhações.
Sou contra os atos violentos e humilhantes em trotes universitários.
Não tenho nada para falar em favor de trotes com farinha, ovos, tintas, tesouras e máquinas de cortar cabelo.
A universidade, é vista com desconfiança pela sociedade. Pessoas saem das universidades sem condição para o mercado de trabalho. O universitário é visto com desconfiança. As repúblicas e festas universitárias são vistas como fontes de baderna (o que nem sempre são). Os bancos oferencem contas universitárias com limites de crédito, apostando no descontrole de consumo dos universitários.
Acredito, que está na hora, dos universitários e as universidades, encontrarem seu real valor na sociedade. Não importa aquela pessoa bem sucedida que estudou na Univesidade X. Importa a universidade e seus alunos transformando a sociedade desde que ingrassam na faculdade. Seja com artigos universitários, pesquisas, projetos, ações políticas. Precisamos de universidades para formar pessoas que pensam, e não como simples fornecedoras de diplomas. Precisamos de universitários, com objetivo de se formar para contribuir com a sociedade em que vive!
E nada pior, do que começar a faculdade com um trote bestial, infantil, selvagem e sem objetivo nenhum.
Por falar em objetivo, poderiamos ter trotes com objetivos de contribuir com a sociedade.Vou dar um exemplo rapido:
Os veteranos se dividem em grupos. Cada grupo de veteranos escolhe uma instituição de caridade, faz cartazes com fotos dessas instituições. Cada Grupo de veteranos fica responsavel por 10 ou 15 calouros. Esses grupos destinam o Dinheiro arrecadado com o "pedágio" para a instituição de Caridade pre escolhida. Junta- se os comprovantes de doações. O grande barato de INTEGRAÇÃO UNIVERSITÁRIA, será a turma que mais consiga fazer os "calouros" arrecadarem.Pronto! A faculdade ajudando a sociedade, e mantendo a tradição do Trote. Sem tinta, sem violência, e com um objetivo!
É hora de repensar!

Endereço do blog antigo!

Para quem quiser ler as publicações anteriores:
http://www.basepolitica.blogger.com.br/index.html